Óbidos, the Charming Birth Place of Ginginha / a Encantadora Terra Natal da Ginginha

The beautiful village of Óbidos, with white houses adorned with bougainvillea and honeysuckle was conquered from the Moors by the first king of Portugal, D. Afonso Henriques, in 1148. Later, D. Dinis donated it to his wife, Queen Santa Isabel. From then until 1883, the village of Óbidos and the lands around it were always owned by the queens of Portugal.

Surrounded by medieval walls and crowned by the Moorish castle, one of the most perfect examples of medieval Portuguese fortress, Óbidos was rebuilt by D. Dinis, and today it is an inn. As in ancient times, the entrance is made by the south door, of Santa Maria, embellished with tiles of the 18th century.

Within the walls, which under the setting sun take on a golden hue, one breathes a lively medieval atmosphere made of winding streets, old whitewashed houses with blue or yellow painted corners, Manueline spans and windows, reminding us that D Manuel I (16th century) commanded great artworks of flowers and colorful plants.

Due to all this beauty, it is not surprising that many events are offered in the city throughout the year.

Gastronomy

Influenced by Lagoa de Óbidos, plenty with fish and seafood, offering dishes such as fish stew and fried eels.

The Ginjinha de Óbidos

Ginja, an internationally recognized liquor, is celebrated as the most traditional and typical drink of Óbidos.

The creation of fruit-based liqueurs dates back to ancient times and places, where these were thought to be medicinal concotions.

It is difficult to establish with precision the origin of the appearance of ginja, also called amarena or acid cherry. However, it appears to have come from Asia Minor of the Caspian River, having been gradually spread through Mediterranean countries by trade routes.

In Portuguese Ethnography, José Leite Vasconcelos, says that Pliny the Elder (1st century AD), famous Roman writer, praises ginjas of Lusitania. Portugal has, in fact, in the municipality of Óbidos, thanks to its particular microclimate, the best wild sour cherries in Europe.

Its liquor has a strong flavour, intensely fragrant with the bittersweet from ginjas. The dark red color, liquor presents 2 distinct varieties: the simple liqueur and the liquor with fruits in its interior, sometimes flavoured with vanilla or a stick of cinnamon.

It is believed that the origin of this liquor goes back to the 16th century, of conventual origin, when a friar used the large quantity of fruit existing in the region to produce the liquor now known as Ginjinha.

The formula was gradually spread, passing the liquor recipe from one obidense family to another, proud to present their illustrious guests with the best of wild sour cherries liquor.

You can live Óbidos in our tour: Portugal by the Royals.

  • Óbidos Castle
  • Óbidos streets
  • Mercado Medieval de Óbidos
  • Ruas de Óbidos
  • Mercado Medieval de Óbidos
  • Óbidos streets
  • Medieval Market of Óbidos
  • Ruas de Óbidos
  • Medieval Market of Óbidos

A lindíssima vila de Óbidos, de casas brancas enfeitadas com buganvílias e madressilvas foi conquistada aos mouros pelo primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques, em 1148. Mais tarde, D. Dinis doou-a a sua mulher, a rainha Santa Isabel. Desde então e até 1883, a vila de Óbidos e as terras ao seu redor foram sempre propriedade das rainhas de Portugal.

Envolvida por muralhas medievais e coroada pelo castelo mouro reconstruído por D. Dinis, que hoje é uma pousada, Óbidos é um dos exemplos mais perfeitos de fortaleza medieval portuguesa. Como nos tempos antigos, a entrada faz-se pela porta sul, de Santa Maria, embelezada com azulejos do séc. XVIII.

Dentro das muralhas, que sob o sol poente tomam uma coloração dourada, respira-se um alegre ambiente medieval feito de ruas tortuosas, de velhas casas caiadas de branco com esquinas pintadas de azul ou de amarelo, de vãos e janelas manuelinas, lembrando que D. Manuel I (séc. XVI) aqui fez grandes obras, de muitas flores e plantas coloridas.

Devido a toda esta beleza, não é de se surpreender que aqui se disfrutem muitos eventos durante o ano todo.

Gastronomia

Bastante influenciada pela Lagoa de Óbidos, caracterizada por peixes e mariscos, oferecendo pratos como a caldeirada de peixe e enguias fritas.

A Ginjinha de Óbidos

A ginja, um licor reconhecido internacionalmente, é celebrado como a bebida mais tradicional e típica de Óbidos.

A criação de licores à base de frutas remonta a tempos e locais ancestrais, onde estas eram tidas como medicinais ou na cura de diversos males.

É difícil estabelecer com exatidão a origem do aparecimento da ginja, também chamada amarena ou cereja ácida. Contudo, parece ser procedente da Ásia menor, das margens do Rio Cáspio, tendo sido gradualmente dispersa pelos países mediterrâneos através das rotas comerciais.

Na Etnografia Portuguesa, José Leite Vasconcelos, refere que Plínio o velho (séc. I DC), famoso escritor romano, louva as ginjas da Lusitânia. Portugal tem, de fato, no concelho do Óbidos, graças ao seu particular microclima, as melhores ginjas silvestres da Europa.

Seu licor tem um forte sabor, intensamente perfumado com o agridoce das ginjas. De cor vermelho escuro, o licor apresenta 2 variedades distintas: o licor simples e o licor com frutos no seu interior, por vezes aromatizado com baunilha ou um pau de canela.

Acredita-se que a origem deste licor remonta ao séc. XVII, de receita conventual, da qual um frade tirou partido das grandes quantidades de fruto existentes na região, executando o refinamento do licor hoje conhecido.

A fórmula foi gradualmente difundida, passando o licor a ser confeccionado a nível familiar por obidenses, orgulhosos de presentear ilustres hóspedes com a melhor das ginjas.

Você pode viver Óbidos em nosso roteiro: Portugal da Realeza.