Leiria from the Pinery that Built an Overseas Empire / A Leiria do Pinhal que Construiu um Império Marítimo

First Known History

The first inhabitants of this region were the Túrdulos (Turdulorum Oppidani), a Celtiberian people that settled a town about 7 km of Leiria. This was later occupied by the Romans, when the village flourished under the name of Colippus. The stones of the ancient Roman city were used in the Middle Ages to build part of Leiria, specially in the castle where we can still see stones with Roman inscriptions.

Leiria was inhabited by the Suevos in 414 AD. The Suevos were originally from the region between the Elbe and Oder rivers in present day Germany. Part of them migrated to Hispania during the barbarian invasions, founding a kingdom in the ancient Roman province of Gallaecia (now northern Portugal and Galicia) that would last between 409 and AD 585, when it was annexed by the Visigoths.

Later the Moors occupied this area, until D. Afonso Henriques kicked them out in 1135, during the Reconquista. The region was targeted by Moorish attacks until 1140.

The relevance of Leiria Pinery

D. Dinis built a royal residence in Leiria (currently lost), and lived for long periods in the city, which he donated to his wife, Queen Santa Isabel. The king also expanded the plantation of the famous Leiria Pinery, near the Atlantic coast. Later, the wood of this pinewood would be used to construct the ships that served to the Portuguese Discoveries, in the 15th and 16th centuries.

The Portuguese Empire also known as the Portuguese Overseas or the Portuguese Colonial Empire, was one of the largest and longest lived empires in world history. It existed for almost 6 centuries, from the capture of Ceuta in 1415, to the handover of Portuguese Macau to China in 1999. The empire stretched across the globe with bases in North and South America, Africa, and various regions of Asia and Oceania. The Portuguese Empire shares the title of the 1st global empire in history with Spain.

The Influence of D. João I

During the 15th century there were several grain mills in the city, which were a source of wealth for the region. In 1411, D. João I authorized the installation of a paper mill (currently a museum) for the production of this material. At the same time it is documented that there was one of the most remarkable Jewish communities in this village, driving a flourishing industrial activity.

At the end of the 15th century, king D. João I built a royal palace within the walls of the castle. This palace, with elegant Gothic galleries that afford wonderful views of the city, was completely ruined, but was partially rebuilt in the 20th century.

D. João I was also responsible for the reconstruction of the Church of Our Lady of Pena, located inside the perimeter of the castle, in a late Gothic style.

The city was hit hard by the French Invasions especially in 1808 (the Portela massacre by Gen. Margaron’s Napoleonic troops) and the Great Fire of 1811, caused by the French retreating from the Torres Lines to Ciudad Rodrigo in Spain.

The Lines of Torres Vedras, or simply Torres Lines, or Lines of Defense to the North of Lisbon are the set of 152 fortifications, constructed between 1809 and 1812, located in the peninsula of Lisbon, in order to prevent an invading army to reach the capital of the Kingdom of Portugal or, in case of defeat, allow the safe departure of the withdrawing army.

Regional Sweets

Regional pastry offering is very rich:

. Canudos of Leiria. Created in honor of the queen Santa Isabel, by the local religious, who would leave the closure in the late 19th century.

. Brisas of Lis or Brisas of Santa Ana are cakes made with almond, sugar and eggs. They are the great grandfather of the Brazilian Quindim.

. Broas of Potatoes, traditionally made at the time of the Saints, are also present in the festivities of S. Martinho.

. Merendeiras of Saints are sweet and aromatic cakes.

. Alfeizerão’s Sponge Cake from the Cistercian Monastery of Santa Maria de Cós. Legend has it that King D. Carlos (1863-1908) visited the area frequently and that on one of these occasions, in the anxiety to serve the king, the sponge cake was removed too early from the oven when it was still undercooked. Despite the mistake, the recipe was approved and became traditional in Portuguese sweets menu.

. Biscuits of Louriçal are shaped like 8 (the joke is that 8 in Portuguese is oito and biscuit, BiscOITO), with variable weights and sizes. They are made with bread dough added to olive oil. They have a light color, similar to bread baked in low oven and crumble easily when chewed. A product of long shelf life, it was used by the navigators as a substitute of fresh bread.

Gastronomy

The highlight of the local gastronomy is the chanfana, a young goat cooked in wine. A dish that seems to have origins in the French invasions, when the population poisoned the water to kill the French soldiers. Their smart solution was to use wine to cook the animals that they found left behind.

  • Castelo de Leiria
  • Chanfana, goat or lamb cooked in wine
  • Castelo de Leiria
  • Leiria Castle
  • Bisc8s do Louriçal
  • Leiria Castle
  • Brisas do Lis
  • Canudos of Leiria

Primórdios

Os primeiros habitantes desta região foram os túrdulos (Turdulorum Oppidani), um povo Celtibero que estabeleceu uma povoação a cerca de 7 km de Leiria. Esta foi posteriormente ocupada pelos romanos, período em que floresceu sob o nome de Collippo . As pedras da antiga cidade romana foram usadas na Idade Média para construir parte de Leiria, destacando-se o castelo onde ainda se podem ver pedras com inscrições romanas.

Leiria foi habitada pelos suevos em 414 dC. Os suevos eram originários da região entre os rios Elba e Oder, na atual Alemanha, parte dos quais migraram à Hispânia durante as invasões bárbaras, fundando um reino na antiga província romana da Galécia (atual norte de Portugal e Galiza) que duraria entre 409 e 585 d.C., data em que foi anexado pelos visigodos.

Mais tarde os mouros ocuparam esta a área, até a tomada por D. Afonso Henriques em 1135, durante a chamada Reconquista. A região foi alvo de ataques mouros até 1140.

A Importância do Pinhal de Leiria

D. Dinis construiu uma residência real em Leiria (atualmente perdida), e viveu por longos períodos na cidade, que ele doou à sua esposa, a rainha Santa Isabel. O rei também expandiu a plantação do famoso Pinhal de Leiria, próximo da costa atlântica. Mais tarde, a madeira deste pinhal seria usada para construir as naus que serviram aos Descobrimentos portugueses, nos séculos XV e XVI. 

O Império Português, também conhecido como o Ultramar Português ou o Império Colonial Português, foi um dos maiores e mais antigos impérios da história do mundo. Existiu por quase seis séculos, desde a captura de Ceuta em 1415, até a passagem de Macau para a China em 1999. O império se estendia por todo o globo, com bases nas Américas do Norte e do Sul, África e várias regiões da Ásia e Oceania. . O Império Português compartilha o título do 1º império global da história com a Espanha.

Sob a Batuta de D. João I

Durante o século XV houve vários moinhos de cereais na cidade, que foram fonte de riqueza para a região. Em 1411, D. João I autorizou a instalação de um moinho de papel (atualmente um museu) para a fabricação deste material. Na mesma época é documentado que os judeus desenvolveram nesse concelho uma das mais notáveis comunidades, ao ponto de empreenderem uma florescente atividade industrial. 

No fim do século XV, o rei D. João I construiu um palácio real dentro das muralhas do castelo. Este palácio, com elegantes galerias góticas que possibilitam vistas maravilhosas da cidade,  ficou totalmente em ruínas, mas foi parcialmente reconstruído no século XX. 

D. João I foi também o responsável pela reconstrução da Igreja de Nossa Senhora da Pena, localizada dentro do perímetro do castelo, num estilo gótico tardio.

As Invasões Francesas

A cidade foi duramente atingida pelas Invasões Francesas, especialmente em 1808 (o massacre da Portela, pelas tropas Napoleónicas do Gen. Margaron) e o Grande Incêndio de 1811, causado pelos franceses que batiam em retirada das Linhas de Torres para Ciudad Rodrigo, na Espanha.

As Linhas de Torres Vedras, ou simplesmente Linhas de Torres, ou ainda Linhas de Defesa a Norte de Lisboa são o conjunto de 152 fortificações, construídas entre 1809 e 1812, situados na península de Lisboa, com a finalidade de impedir um exército invasor de atingir a capital do Reino de Portugal ou, em caso de derrota, permitir o embarque, em segurança, do exército em retirada.

Doçaria

A doçaria regional também é muito rica:

. Canudos de Leiria. Criados em honra da rainha Santa Isabel, pelas religiosas locais, que viriam a abandonar a clausura nos finais do século XIX. 

. Brisas do Lis ou Brisas de Santa Ana são bolos feitos à base de amêndoa, açúcar e ovos. Estes são os bisavós do quindim brasileiro.

. Merendeiras dos Santos são bolos doces e aromáticos.

. Broas de batata, tradicionalmente feitas na altura dos Santos, estando também presentes nos festejos do S. Martinho.

. Pão-de-ló de Alfeizerão originário do Mosteiro Cisterciense de Santa Maria de Cós. Diz a lenda que o Rei D. Carlos (1863-1908) visitava a região com frequência e que numa dessas ocasiões, na ansiedade de servir ao rei, o pão-de-ló foi retirado antecipadamente do forno, quando ainda estava mal cozido. Apesar do engano, a receita foi aprovada e tornou-se tradicional na doçaria portuguesa.

. Biscoitos de Louriçal têm forma de oito, com peso e tamanho variável, feitos com massa de pão com azeite. Têm cor clara, semelhante à do pão cozido em forno fraco, e esfarelam-se facilmente ao mastigar. Sendo um produto de grande conservação, foi utilizado pelos navegadores como substituto do pão fresco. 

Gastronomia

O prato de destaque da gastronomia local é a chanfana, cabra cozida no vinho que parece ter origens nas invasões francesas, quando a população envenenou a água para matar os soldados franceses e esses utilizaram vinho para cozinhar os animais que encontraram por lá.